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09/08/2009

Vou dar-lhe o nome Ana.


Ana vive actualmente, se é que se pode chamar vida, totalmente isolada do mundo que a rodeia.

Não foi sempre assim, mas a vida dela foi pautada por situações que a levaram à situação actual..
Ana, uma mulher bonita, alegre, amiga era uma pessoa de bem com a vida.
Um relacionamento estável, dois filhos amorosos, e tinha o sonho de voltar a ser mãe. A nível profissional, tinha uma posição agradável, chefiava um departamento composto por dezoito pessoas. Tinha o seu grupo de amigos e um sorriso sempre pronto a oferecer.
Era uma pessoa muito justa, não tolerava injustiças nem as chamadas "bajulações", embora tivesse consciência que havia sempre umas pessoas que gostavam de dar brilho aos seus sapatos...
Uma dessas pessoas era a Júlia.
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Júlia não suportava a ideia de ser chefiada pela Ana. Era uma pessoa muito ambiciosa, má, sem escrúpulos, e para ela era impensável continuar naquela situação. Várias vezes tentou ludibriar Ana, mas sem resultados positivos, pois Ana de uma forma muito cordial sempre lhe chamou a atenção que se não estava satisfeita ali, poderia sempre trocar de lugar.
Acontece, que no departamento ao lado, trabalhava o Luís. Júlia tinha uma paixão louca por ele, e ficar longe dele era algo que ela não ponderava.
Luís sabia da existência da Júlia, pois ela era uma mulher muito bela, sedutora, e sempre que ela tinha oportunidade, insinuava-se de uma forma muito directa. Luís sempre percebeu os objectivos da Júlia, mas de uma forma muito subtil, mostrou-lhe que não queria, que não era correcto. Júlia nunca quis perceber isso. O Luís era o seu objectivo.
Para ela era um sofrimento quando os via juntos. Quando a Ana e o Luís ao final do dia de trabalho se encontravam para regressarem a casa, o beijo que davam era uma facada para a Júlia. A ternura que os dois emanavam, era o sofrimento dela. Odiava ver aquilo.
Dias e dias, meses e meses Júlia pensou na maneira como poderia acabar com aquilo.

Uma vez que percebeu que a nível profissional era impossível perturbar Ana, começou por tentar tocar naquilo que lhe era mais valioso. Os filhos.
Começou a comentar com os colegas de trabalho que era impossível Ana ser uma boa mãe, pois uma mulher que se dedicava tanto ao trabalho, não poderia ser uma boa mãe. Inventou que várias vezes tinha conversado com os filhos dela, e que eles lhe tinham dito que se sentiam muito sozinhos, que a mãe não brincava com eles porque não tinha tempo, por isso é que quando eles não tinham escola, iam para o trabalho dos pais, para ficarem mais perto para terem atenção. "Sim, realmente às vezes eles estão cá, mas não sabia que era por isso." (de facto iam, mas era porque Ana não tinha mais nenhum sítio para os deixar quando a escola estava fechada). "Nunca tinha visto a coisa por esse lado, pois acho umas crianças simpáticas, sempre a sorrir, mas se dizes que és amiga deles, é de facto estranho...". E aí começaram os comentários.
Júlia estava encantada. Notou que no trabalho, as pessoas já comentavam o que ela tinha inventado, e claro, quando é para falar mal, quando uma pessoa conta uma coisa, acrescenta sempre mais qualquer coisa, não importando se é verdade ou não.
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Numa das vezes que os filhos da Ana lá estavam, Júlia foi ter com eles e falou "eu sou vossa amiga, como sabem, mas quero contar um segredo. Preciso que me prometam que fica só entre nós". Os míudos, inocentes, disseram que sim, pois viam que a Júlia era toda sorrisos e até simpatizavam com ela. "Sabem, eu ouvi a vossa mãe dizer uma coisa feia. Eu nem queria acreditar quando ouvi, mas ouvi sim. Ela estava ao telefone com uma amiga e disse que a pior coisa que tinha feito na vida foi ter sido mãe. Que não gostava de vocês, que eram um problema na vida dela, e que se pudesse, até os oferecia." Os míudos ficaram sem fala. A mais pequenita, deu a mão ao irmão, e começou a choramingar. O mais velhito, gelou na altura e perguntou "Tens a certeza disso Júlia?" - "Claro que tenho, e se não fosse algo tão mau, eu nunca vos contava, pois para mim, vocês são os filhos que eu gostava de ter".
A menina dizia " mas..mas a mamã sempre nos disse que nos amava, que éramos a luz da vida dela". Júlia aproveita e diz " e és a luz de alguém sim, mas não da mãe. Ela não gosta de ti. E quanto ao teu irmão, ela diz que só a voz dele o irrita".
"Obrigada Júlia, vamos resolver essa situação". Deu meia volta e foi sentar-se para um canto com a irmã. "Que vamos fazer mano?" - "Deixa o mano pensar". Entretanto Ana aparece e diz " oh meus queridos, sentados no chão? Ai que malandros. Vá lá, vão para ali brincar, que eu daqui a pouco já vou lá ter". O míudo ouve e pensa "pois, não nos queres é ver quando sais da tua sala. Vou já tratar disso".
Dá a mão à irmã e diz para vir com ele. Ela assim o fez. Saíram dali, com Júlia a assistir a toda a situação. Pensou "agora, vamos tratar do outro assunto". Entra no gabinete do Luís e diz " Olá Luís. Encontrei agora a Sofia que me pediu para vir entregar este copo com água que o Luís tinha pedido" - "Eu pedi?" - "Sim, foi o que ela me disse" - "Bem, eu não pedi nada, ou se calhar pedi, não sei, estou com tanto trabalho posso ter pedido. Bem, de qualquer forma está tanto calor que aceito sim. Obrigada Júlia".
Júlia fica a observar o momento. Luís pega no copo e bebe todo de uma vez. "Está boa, fresquinha" - diz. "Se precisar de alguma coisa, é só chamar Luís" - "Obrigada Júlia, mas a Sofia já deve estar aí de novo". Júlia dá meia volta e sai sorridente. Passa pela Sofia e diz "Olha Sofia, o Luís chamou-me. Como não estavas aqui, pediu-me para te dizer que hoje não quer se interrompido. Que já podes ir embora se quiseres." - "Que bom, eu tenho um chefe porreiro. Obrigada Júlia". Sofia pega nas coisas e sai.
Júlia volta para a sua secretária. Aos poucos os colegas começam a despedir-se e ela começa a arrumar as coisas dela. Ana entra na sala e pergunta " os meus filhos não andam por aqui? Não os viram? Eu pedi para eles iram para a sala do lado que ía lá ter, mas eles não estão". Alguns dizem que os viram, outros dizem que os viram sair, mas que se calhar foram à casa de banho. Júlia diz que os viu, mas que como foi fazer um recado, não pode dizer mais nada. Ana começa a ficar nervosa, a andar de um lado para o outro, a telefonar para os outros andares mas nada. Começa mesmo a desesperar.
Júlia aproveita e diz "Precisa que eu fique? Posso ajudar?" - "Não Júlia, pode ir". Júlia pensa "assim não levanto suspeitas", e quando ía sair, o telefone toca. Ana atende...e a seguir deixa cair o telefone. Joga as mãos à cara...cai no chão...e fica apática. Júlia nem liga, e vai para a casa de banho, esperar mais uns minutos para ir ter com o Luís. Ouve um grito enorme, e percebe que Ana sai dali a correr. Pensa "os putos já fizeram asneira. Porreiro".

Ana nem desce pelo elevador, corre pelas escadas de serviço, escorrega e cai, mas nem sente dor, e continua totalmente doida a descer as escadas, e só diz "Não...por favor...não...ohhhh meu Deus, não".
Ana sai do edifício e depara-se com o pior pesadelo da sua vida. Um aglomerado de pessoas todas em estado de choque, umas a gritar outras a gesticular para se afastarem, mas Ana com uma dor enorme e pressentindo o pior, corre para o meio da multidão e grita " deixem-me passar...não...por favor....não....saiam...quero passar". Algumas pessoas choravam, outras estavam sem conseguir falar, até que Ana chega ao meio e os olhos dela vislumbram o que uma mãe jamais quer ver. Ana joga-se para o chão, grita e implora ajuda, ao mesmo tempo que abraça os corpos de duas crianças já sem vida. "Ajudem-me por favor....Ajudem-me...eles precisam de ajuda....Por favor!!!!" A voz já lhe faltava, quando lhe dizem " minha senhora, por favor...deixe-nos tratar disto" " Disto?????" grita Ana. "São os meus filhos, por amor de Deus, ajudem-me, que eles estão a precisar." Ana toca na carinha da filha e diz "Vá lá amor, a mãe está aqui, anda, vamos embora, diz à mãe olá...vá"...e soluçava, desesperada, sem deixar de dar a mão ao filho. "Vá querido, então? Fala com a mãe, eu estou aqui.". As pessoas emocionadas começavam a chorar, a tentar ajudar, mas Ana não desistia. "Por favor meus queridos, falem comigo. Vá...a mãe está a pedir....por favor...ajudem-me" - "Senhora, por favor...deixe-nos tratar.." - "Os meus filhos....os meus filhos..." gritava Ana ao mesmo tempo que uma enfermeira a abraçava. "Ajudem os meus meninos...eles são tão pequeninos...por favor...!" A voz mal se ouvia.

Entretanto, Júlia, que não fazia a mínima ideia do que se passava, sai da casa de banho. Vai até ao gabinete do Luís, sem antes se certificar que ninguém a está a ver. " Caminho livre". Bate à porta e como não houve resposta, abre a porta. Encontra o Luís, encostado na cadeira, totalmente dopado, com um sorriso nos lábios. Não se ouve barulho nenhum do que se passa lá fora. Júlia chega perto dele e diz " Luís?" - "Ana?". "Sim, Luís, sou a Ana." - "Ana? Pareces a Júlia, que disparat...custam-me a falar...não sei o que tenh..." - "Xiuuuu...não digas nada" e aproxima-se. "Mas...tu és a Júli..." -"Não tonto, sou a Ana, não vês?" - "Júlia...que estás a fazer aqui...Júli..." - "Não sou a Júlia, sou a tua mulher, Ana." Luís fecha os olhos e sorri. Depois começa a rir feito doido, pois percebe que não consegue pensar nem distinguir ninguém. Júlia senta-se no colo dele. Ele abraça-a. Júlia beija-o e começa a beijar-lhe o pescoço. "Ana...Ana" diz ele -"Sim querido, sou eu" e continua a beijá-lo. Luís suspira, agarra-a e beija-a ao mesmo tempo que Júlia começa a despi-lo. "Sua doida...aqui...na empresa....Ana" - "Xiuuu....beija-me". Luís totalmente alheio ao que o rodeava, só sentia uma vontade louca de a possuir ali. Agarra-lhe os seios e beija-os, murmura que a quer e Júlia diz " sim amor, aqui mesmo, agora mesmo" - "Ana...adoro-te...!" e não deixa de lhe tocar no corpo todo. Toca-lhe no sexo e Júlia delira. "Isso mesmo amor, vamos fazê-lo aqui" - "Sim, quer....Ana, quero". Júlia totalmente despida, deita-o no chão e diz "Queres?" - "Sim, sim, muito". Júlia coloca-se a jeito e Luís penetra-a como se não houvesse amanhã. Júlia chora de emoção. "Amo-te Luís" diz baixinho e ele " Também eu". Fazem amor de forma selvagem, totalmente loucos, onde tudo vale. Júlia está feliz. "És meu, finalmente" pensa. Beija-o, deixa-o fazer tudo, faz-lhe tudo...e assim deixam-se ficar.

Ana, totalmente em estado de choque, não tira os olhos da estrada, e ao longe ouve "eu não tive culpa. O sinal estava verde, e eu avancei. Quando reparo que duas crianças avançam para o meio da estrada, tentei travar ao máximo o camião, mas não consegui. Meu Deus, duas crianças!!!!! Que horror!!!! Eu não tive culpa. O menino puxou a menina para a estrada, ela chorava, eu juro que tentei travar mas já não deu tempo. Que desgraça". Ana ouviu tudo, mas nem uma palavra conseguiu dizer. A enfermeira dizia "Senhora, queira for favor acompanhar-nos", mas Ana apenas dizia que não com a cabeça. "Por favor minha senhora, lamento imenso o que se passou, infelizmente nada podemos fazer pelas crianças, mas por favor, acompanhe-nos". Ana continuava a dizer que não. As lágrimas insistiam em não parar, mas não conseguia falar. "Os meus filhos...os meus filhos", dizia baixinho. "Vá lá minha Senhora, deixe-me ajudar" dizia a enfermeira, mas Ana, a única coisa que diz é "eu já venho, vou chamar o pai" - "Está bem, esperamos então pelos dois e depois temos que ir para o hospital, está bem?" - "Si..." diz Ana quase sem se ouvir. Entra no prédio, onde as pessoas se afastam para ela passar. Apenas se ouve "ai coitada, que desgraça", "os meninos, coitadinhos", "que horror, ai coitada", e depois ouve algo que a deixa admirada, "o Dr. Luís nem deve saber, pois está fechado no gabinete, e nem deve ter percebido o que se passou". Ana apenas diz "eu vou lá".

Luís e Júlia continuavam entregues aos prazeres carnais. Júlia sentia-se a mulher mais feliz do mundo, pois estava com o homem que amava, estava de alguma forma a ter a sua vingança em relação a Ana, e com sorte (pensou a sorrir) ainda poderia engradivar. Luís continuava totalmente louco, e não deixava de beijar Júlia ao mesmo tempo que continuava a dizer "deixas-me louco"-"e tu a mim amor". Não houve parte do corpo que ele não explorasse, e Júlia simplesmente deixava-o fazer tudo, absolutamente tudo. Por vezes, quando ele a penetrava mais forte, ela gemia e ele sussurrava "gostas assim, não é?"-"Adoro, continua, não páres", e ele muito obediente, obviamente, continuava na sua escalada de prazer.

Ana bate à porta, mas os dois nem a ouviam. Ana ouviu ruído, mas mesmo assim voltou a bater. Júlia ouviu então a porta. Pensou "é ela", e nem quis pensar no assunto. "Ela vai abrir a porta, e assim vai ver com os próprios olhos". Uma sensação de gozo percorreu-lhe o corpo. Voltou a embrulhar-se nele e deixou-o de costas voltadas para a porta. Ana abre a porta...dá dois passos e fica estática a olhar. Vê Luís a penetrar furiosamente Júlia que lhe sorri, e ouve-o a dizer "sempre adorei ter-te assim", e Júlia aproveita que Ana os está a ver e ouvir e diz " Assim Luís, é assim que gostas quando fazemos?" - "Sim, sim" e continua louco a penetrá-la. Júlia pisca o olho a Ana e diz-lhe "é sempre assim". Ana, totalmente sem acção, a única coisa que faz é sair e fechar a porta. Luís diz "que barul...este?" - "deixa amor, deve ser lá fora", e continuam.

Ana, até hoje, nunca mais foi vista. Há quem diga que ela saiu de Portugal, e que com as economias que tinha (os pais tinham deixado uma boa herança), se refugiou num pais algures. Outros há, que ainda hoje comentam que ela teve o que mereceu, pois era uma má mãe, e que os filhos tinham morrido por causa dela, e que o marido era um pobre coitado nas mãos dela. Há também quem desconfie da alegria de Júlia, pois passado 2 meses, além de ter sido nomeada pra chefiar o departamento, não sente o mínimo de remorso, anda radiante, pois diz que está grávida. O Luís, entretanto, saiu da empresa e dizem que até hoje procura a mulher, e que não consegue parar de chorar a morte dos filhos, pois sente-se culpado pelo que aconteceu. Os verdadeiros amigos de Ana, sentem a sua falta, mas dizem que entendem a atitude dela, pois num só dia, perdeu a sua vida. Ficou carimbada por muitos, como má mãe, mas ainda existem pessoas que acham que a história ficou mal contada...mas nem se atrevem a perguntar o que se passou. Para todos os efeitos, a única coisa que dizem, é que os míudos tiverem um acidente, e que a Ana não aguentou a culpa e preferiu deixar o marido. A verdade, só a Ana a sabe, o sofrimento, só ela o consegue descrever, se é que se consegue. Infelizmente o ser humano sabe muito bem "condenar", mesmo quando não sabe a verdade das situações.

Quantas Júlias não existem por aí, que para atingirem os seus fins, não olham aos meios?

(Som do Silêncio)

11 comentários:

Maria disse...

É brutal este teu texto, Som...
Nem dá para comentar, apenas para sentir...

Beijo

acutilante - frank verlag disse...

Júlias.... muitas.

Judite (Dite) disse...

Bravo amiga!
É de facto uma excelente história, mas um pouco triste no final.
Há muitas Júlias que para atingirem os seus objectivos passam por cima dos outros.
Adorei, adorei...
Beijo,
Judite

Flor de Lótus disse...

Boa noite!
Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea."

(Allan Kardec)
Beijos,e boa semana.

£åßi®iñtø disse...

Minha caríssima Som

Estou CHOCADA!!!
Conheço na carne o que uma "Júlia" pode fazer. E conheço na carne o que a "Ana" deve sofrer...Não é "sofrido"no passado não, é um sofrer diário com data pro futuro tb...Esse mundo pode ser um lugar terrivel,cruel, devastador, a treva...Por mais que te digam para prosseguir, recomeçar, lá no fundo tu sabes que já não podes...Algo em nós desfalece, e desacredita de tudo...Meu Deus, fico pensando na Ana, em seu sofrimento, e meu coração agoniza, a dor dessa mulher, o exílio, o luto,as lágrimas que devem banhar as horas diariamente, a falta de consolo, o sepulcro em vida...


Que essas Julias da vida vão tudo para a putakiaspariu, se é que essas pragas foram paridas =/
Devem é ter sido cagadas, esses trecos fedem =/

Raça do kct!!!


Desculpa o palavreado,mas esses tipos invejosos que espalham a discordia e o sofrimento pela face da terra, me irritam...


Enorme beijo pra ti
Enorme abraço pra ti
Enorme sorriso pra ti



Pra Ana ofereceria meu ombro sem questionamentos.

Inês disse...

Muitissimo bom! Parabens...
Realmente estamos tão perto de pessoas assim. E as piores sao mesmo estas que têm dupla personalidade...

Na vida existem sempre os que lixam e os que são lixados. Os que sao lixados tÊm que ter força suficiente para ultrapassar todos estes obstáculos e os que lixam um dia vão acabar por pagar ...

;) mais uma vez... Parabéns!

susana disse...

Não consegui deixar de ficar emocionada e sem palavras para o teu texto, quando penso na ultima frase, de quantas Julias haverão por aí...nem quero pensar, mas sabemos que existem inumeras pessoas sem escrupulos,que mostram-se pessoas e são verdadeiros monstros...

Beijo
Susana

Eu ** disse...

Adorei esta historia .... Marcou a minha atenção deste o inicio ate ao fim..Nao consegui para d ler!!
Simplesmente isto nos deixa muitos sentimentos e pensamentos durante e no final de tudo!!

Euzinha disse...

Como um texto triste pode serchamado de lindo?
enfim, euzinha chama a este texto triste de lindo.
Som, existem por aí muitas julias, mas muitos julios também.
Em tempos fui um boneco nas mãos de um Julio, e agora, de cara quase lavada, tento esquecer e apagar as marcas que o julio e seus amigos brincalhões deixaram em mim.
Parabéns, a tua escrita é brutal.

beijocas

... disse...

Tantas julias por ai...
Nem imaginas. Como e bom saber que tudo e como pensamos...mas será óptimo? será o que pensamos o melhor, não creio. O inesperado e tão bom e poder vive-lo então...conformismo e amor vs aventura e paixão.
beijo

martinha disse...

Som

Estou sem palavras...
Espero que este texto seja apenas uma história!!

um beijo em ti
martinha